quarta-feira, 29 de novembro de 2017

TCC estuda um conto de Alciene


CONVITE
Como orientador dos trabalhos e presidente das bancas, tenho a satisfação de convidar para as bancas de apresentação e arguição dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) dos graduandos Mariana da Silva Santos e Pedro Mauro Sobrinho da Costa Garcia, conforme a seguinte programação: Dia 2/12, sábado, às 8h, na Sala 6 da Unidade II: O espaço urbano em Poemas Concebidos Sem Pecado, de Manoel de Barros, com fotos dos locais representados, por Mariana da Silva Santos, sendo arguidores os Profs. Drs. Alcione Maria dos Santos e Fabiano Quadros Rückert; Dia 7/12, quinta-feira, às 15h30, na Sala 6 da Unidade II: Personagens femininas, narrador e ponto de vista: leitura do conto "A porta de serviço é serventia da morte", de Alciene Ribeiro, por Pedro Mauro Sobrinho da Costa Garcia, sendo arguidores os Profs. Drs. Alcione Maria dos Santos e Alfredo Ricardo Silva Lopes. Contamos com sua presença. ​Cordial abraço, Prof. ​Rauer.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DO GPLV



CONVOCAÇÃO

Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, GPLV, e convidados os demais interessados, para reunião do GPLV, no dia 11 de novembro, sábado, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 9h às 12h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta:
1.     Informes;
2.   Avaliação 2017;
3.   Planejamento 2018.

Três Lagoas, 04 de novembro de 2017.
Rauer Ribeiro Rodrigues/Líder do GPLV
Eunice Prudenciano de Souza/Co-Líder do GPLV

sábado, 14 de outubro de 2017

Pesquisas que abordam obra de Alciene serão debatidas no 9º Seminário do GPLV

O 9º Seminário do GPLV, que acontece de 25 a 27 de outubro na UFMS de Três Lagoas, mantendo a tradição do evento e mesmo sua razão maior, realiza debates de projetos de pesquisa por iniciar ou no início, e o debate de relatórios de pesquisa já em andamento ou mesmo próximo da finalização.
Esses debates têm qualificado as pesquisas realizadas, propiciando enriquecimento do trabalho final, e têm sido fonte de aprimoramento constante dos estudos realizados no âmbito do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida. Tal benefício não é só do projeto ou relatório debatido, mas de todos que assistem ao evento, pois as orientações, dicas, críticas e comentários são válidos para outros objetos e outros estudos.
O relatório de uma pesquisa de mestrado em andamento sobre a obra de Alciene Ribeiro será debatido no evento, assim como três outros projetos que têm no corpus contos de Alciene; respectivamente, os trabalhos de Maria Rodrigues do Carmo, Ronaldo Vinagre Franjoti, Maisa Barbosa da Silva Cordeiro e Tatiane Dias Montanher.
As sessões acontecem na sexta-feira, dia 27, das 13h às 17h10. Para mais informações sobre o evento, clique aqui. Eis os debates programados para este 9º Seminário do GPLV:

Mesa
Projeto  /  Autor
Debatedor




1.
1.1. O Hibridismo de Gêneros na Prosa de Wilson Bueno – Projeto de Doutorado de Eliza da Silva Martins Peron
Márcio  Scheel
(UNESP / SJRP)
1.2 Luiz Vilela: da Face Pública à Ars Poetica – Projeto de Doutorado deRodrigo Andrade Pereira
Rogério da Silva Lima
(Abralic / UnB)
1.3 Ruínas e Modos de Narrar em A Cabeça, de Vilela, e em Sete Contos de Fúria, de Vieira – Projeto de Doutorado de Marcos Rogério Heck Dorneles
Márcio  Scheel
(UNESP / SJRP)
1.4 Não é Nada: Um Estudo Sobre a Presença do Niilismo no Conto Brasileiro Contemporâneo – Projeto de Doutorado deRonaldo Vinagre Franjotti
Rogério da Silva Lima
(Abralic / UnB)



2.
2.1 Caracterização de Personagens e Le-tramento Literário – Pré-Projeto de Pesquisa do PROFLETRAS de Tatiane Dias Monta-nher
André Dias
(UFF)

2.2 A esperança é um doce: o acervo de Alciene Ribeiro, o pai bêbado e o filho de pinguço – Relatório de Pesquisa de Mestrado de Maria do Socorro Pereira Soares Rodrigues do Carmo
Maria Cristina Cardoso Ribas
(UERJ)
2.3  Jardim ensimes-mado: A vertigem metafórica de Claudia Roquette-Pinto - Projeto de doutorado de Eloiza Fernanda Marani
André Dias
(UFF)




3.
3.1 Acovardamento e silenciamento em Os Novos, de Luiz Vilela – Projeto de Mestrado deMateus Antenor Gomes
Luiz Gonzaga Marchezan
(UNESP / ARARAQUARA)
3.2 Mulheres Protago-nistas na Literatura Juvenil Contemporâ-nea Brasileira – Projeto de Doutorado de Maisa Barbosa da Silva Cordeiro
Tânia
Regina
Oliveira
Ramos
(UFSC)
3.3 Formas espaciais nos romances de Adriana Lisboa – Projeto de Doutorado de Osmar Casagrande Júnior
Luiz Gonzaga Marchezan
(UNESP / ARARAQUARA)
3.4 LITERATURA E HIS-TÓRIA: ferramentas teóricas e metodo-lógicas da Crítica Literária amparada no Materialismo Histórico como ins-trumento de ensino interdisciplinar de História e de Lite-ratura – Projeto de Pós-Doutorado de Alfredo Ricardo Silva Lopes
Tânia
Regina
Oliveira
Ramos
(UFSC)

domingo, 1 de outubro de 2017

ESCRITORA ALCIENE RIBEIRO TERÁ ENCONTRO COM PRÉ-VESTIBULANDOS DA EE JOMAP

Entre suas atividades no 9º Seminário do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, GPLV, a escritora Alciene Ribeiro terá um encontro com os alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professor João Magiano Pinto (JOMAP). Todos os pré- vestibulandos da JOMAP lerão ao menos dois contos de Alciene, “Lagarta atrevida, borboleta e vida” e “Vinte anos de amélia”, além de, livremente, outros textos da escritora disponíveis em < http://gpalcieneribeiro.blogspot.com.br/p/e-books.html >.
A atividade – no encontro – prevê um momento inicial, de responsabilidade do GPLV, para em seguida os alunos dialogarem com a escritora, fazendo perguntas sobre os textos que leram e sobre outras questões relacionadas à obra e mesmo à vida da escritora.
Para o Prof. Rauer, líder do GPLV, “esse é um dos momentos mais importantes de toda a história dos quase oito anos do Grupo, pois sintetiza o encontro da pesquisa universitária com o ensino fundamental. É preciso agradecer, e muito, à escritora, pela disponibilidade em vir a Três Lagoas dialogar com pesquisadores da sua obra e com estudantes, e à CAPES, cujos recursos viabilizam a realização do evento com a participação de convidados externos”.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Simpósio A Escrita Feminina:
Inscrições Abertas

Estão abertas as inscrições do Seminário do GPLV: Simpósio A Escrita Feminina, tanto para ouvintes quanto para apresentação de trabalhos. O evento será dos dias 5 de outubro ao dia 7 de outubro, no Câmpus do Pantanal da UFMS, em Corumbá. As comunicações serão no dia 6 de outubro, das 13h às 17h10, em salas do Bloco H.
Veja detalhes na aba local do evento, em < https://simposioescritafeminina.blogspot.com.br/p/local-do-evento.html >
Para se inscrever com apresentação de trabalho, individual ou em coautoria, siga os passos indicados na ficha disponível na aba inscrições, em < https://simposioescritafeminina.blogspot.com.br/p/inscricoes.html >.
É necessário que tenha pronto o resumo do trabalho com cinco palavras-chave e no mínimo 200 palavras (no máximo, 300). Se houver coautoria, é necessário que tenha em mãos o nome completo do co-autor, o RG, o e-mail e a data de nascimento; deve ainda informar a maior titulação acadêmica de cada um dos autores.
Solicitamos que graduandos e mestrandos apresentem trabalho em coautoria com o orientador, considerando-se, claro, que o professor deve participar efetivamente da concepção e da escrita do texto.
Mais detalhes no portal do evento, em < https://simposioescritafeminina.blogspot.com.br/ >.
Qualquer dúvida, por favor, faça contato pelo e-mail < simposioescritafeminina@gmail.com >.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Próxima reunião do GPLV será no dia 02 de setembro


Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, GPLV, e convidados os demais interessados, para reunião do GPLV no dia 02 de setembro, sábado, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 8:30h às 11:30h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta: 

1. Informes;

2. Simpósio A escrita feminina, a ser realizado no Câmpus do Pantanal da UFMS, Corumbá, nos dias 05, 06 e 07 de outubro de 2017;

3. 9º Seminário do GPLV, a ser realizado no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, nos dias 25, 26 e 27 de outubro de 2017;

4. Debate de textos literários (cada um deve levar sua proposta);  

5. Eventos e publicações.


Três Lagoas, 22 de agosto de 2017.
Rauer Ribeiro Rodrigues/Líder do GPLV
Eunice Prudenciano de Souza/Co-Líder do GPLV


sábado, 12 de agosto de 2017

Alciene tem obra estudada em evento

UFMS realiza Simpósio sobre Escrita Feminina
Curso de Letras do CPAN e CRE-3 fazem parceria para a atividade

Alciene Ribeiro, uma das autoras no foco do evento.              .
        .
 Organizado pelo Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, GPLV, e pela Coordenadoria Regional de Educação de Corumbá, CRE-3, com o objetivo de traçar uma visão de como a voz feminina é representada em poemas, romances, contos, novelas e crônicas de autoria feminina, o Curso de Letras do Câmpus do Pantanal da UFMS realiza, nos dias 5, 6 e 7 de outubro, o Simpósio A Escrita Feminina, que se constitui como Seminário Intermediário do GPLV. O evento contempla discussões sobre autoras brasileiras e de outras nacionalidades, contemporâneas ou não, que abordem os seguintes eixos temáticos: as relações entre gênero, alteridade e poder; a literatura infantil ou a literatura juvenil e relações de gênero; as representações do feminino em narrativas curtas; a enunciação feminina e a identidade feminina; a  violência e o corpo feminino; a  BNCC e a escrita feminina; a literatura de autoria feminina e a representação do feminino em narrativas curtas; a enunciação feminina; as representações do feminino na literatura latino-americana de autoria feminina.
A Carga Horária Total da Ação é de 24 horas: serão seis turnos de atividades na quinta-feira (5/10), tarde e noite; na sexta (6/10) com atividades pela manhã, à tarde e à noite; e no sábado (7/10) com um único turno, pela manhã; cada um desses turnos desenvolverá quatro horas de atividades.
Os coordenadores deste Seminário de Pesquisa do GPLV: Simpósio A Escrita Feminina são os professores Rauer Ribeiro Rodrigues, docente da UFMS e Líder do GPLV, Pedro Rodrigues de Miranda, da CRE-3, e Luciene Lemos de Campos, também da CRE-3. As equipes de apoio serão formadas por alunos das duas habilitações em Letras do CPAN, por membros do GPLV e por membros da CRE-3.
O evento oferecerá palestras sobre o tema por especialistas convidados, sessões de comunicação para estudos em andamento por graduandos, pós-graduandos, egressos e acadêmicos, e oficinas de estratégias em sala de aula sobre os eixos temáticos propostos.
O Simpósio está aberto para a participação dos professores das redes de ensino de Corumbá e Ladário, para egressos dos cursos de Letras e de outras habilitações, para pós-graduandos e acadêmicos em geral.
Imersos na clave da escrita feminina, pretende-se discutir literatura, educação, feminismo, gênero, teoria literária, história, empoderamento etc. Considera-se que, embora o termo “escrita feminina” seja passível de questionamentos teóricos, o estudo da literatura escrita por mulheres, assim como outros recortes possíveis, possibilita a análise e interpretação de grupos que normalmente não compõem o cânone literário, ampliando o registro das possibilidades linguísticas e de representação literária em confronto com o cânone tradicional, de modo a enriquecê-lo, ampliá-lo ou eventualmente o reconfigurá-lo, pelo contraste, por contiguidade ou por nuances observadas.
Além do aspecto historiográfico, intrínseco ao campo literário ou de âmbito geral, o estudo da literatura escrita por mulheres implica em ampliar as vozes sociais que dialogam na polis hoje interconectada. Similares a essa, muitas têm sido e não é de hoje as iniciativas nas grandes universidades brasileiras ou nos centros universitários dos países europeus ou da América do Norte. Em nossa região, tais estudos não têm tradição, embora já tenham ocorrido encontros esporádicos. Esses encontros, todavia, pouco se voltaram para a área da literatura, circunscrevendo-se à história e à educação. Tal carência, tal falta e tal lacuna, por si sós, justificariam a iniciativa. E ela vem ancorada por fatos recentes, no âmbito acadêmico do CPAN e de outros campi da UFMS, que a embasam e lhe dão princípio de solidez e de continuidade: temos já diversos TCCs das habilitações em Letras do CPAN com estudos sobre obras de autoria feminina; temos no Câmpus de Três Lagoas, no âmbito do GPLV, estudos de mestrado e de doutorado sobre escritoras brasileiras; e o GPLV criou seu Laboratório de Acervos Literários, tendo como primeiro material o acervo da escritora mineira Alciene Ribeiro (veja em < http://gpalcieneribeiro.blogspot.com.br/ >).
Acrescente-se que, também na graduação do CPAN, tem havido incremento na leitura de produções femininas. De tal modo que o evento se mostra necessário por não ter precursores e por se inserir em um esforço que ora se desenvolve na pós-graduação e na graduação na UFMS. Por fim, o evento constitui sequência dos seminários organizados pelo GPLV, estando vinculado à dinâmica de estudos e de eventos do Grupo. A equipe organizadora conta, além dos professores Rauer e Luciene, com a Profa. Eunice Prudenciano de Souza (GPLV); a Mestranda Érica Oliveira Gonçalves (Profletras UEMS CG); a Mestranda Nathalia Soares Fontes (Educação CPAN / UFMS); a Mestranda Natália Tano Portela (Letras CPTL/UFMS); e o Prof. Drndo Pedro Rodrigues Miranda (CRE-3 / SED-MS). Participam ainda da equipe organizadora outros integrantes do GPLV, tais como a mestre Juliana Claudia Teixeira Borges Gomes Amorim e os doutorandos Maisa Barbosa da Silva Cordeiro, Ronaldo Vinagre Franjotti e Marcos Rogério Heck Dorneles, além de professores formadores da CRE-3.
Falando sobre as motivações pessoais para propor o evento, a Profa Luciene comentou: "Muitas pesquisas realizadas no âmbito da Crítica Feminista, desde os anos 1980 no Brasil, apontam para a reescritura de trajetórias, imagens e desejos femininos. A noção de representação, nesse sentido, se afasta de sua concepção hegemônica, para significar o ato de conferir representatividade à diversidade de percepções sociais, mais especificamente, de identidades femininas antipatriarcais. Esperamos que as palestras, as comunicações e as demais atividades evidenciem isso".
Eis o calendário das atividades:
                
Dia:
Atividade:
Local:
CPAN, Unidade 1
29/8/2017 a
4/9/2017
Inscrições. Também poderão ser feitas pela internet, em: <http://seminariogplv.blogspot.com.br/ >.
Das 9h às 12h e das 18h às 20h.
Sala H-217
ou
Sala H-219
5/10/2017
15h-18h
Exposição e avaliação de painéis.
Saguão do Térreo do Bloco H
5/10/2017
19h
Abertura do evento:
Palestras com professores convidados.
Anfiteatro Salomão Baruki
6/10/2017
7h-11h10
Minicursos e Oficinas.
Salas do Bloco H
6/10/2017
13h- 17h10
Sessões de Comunicações individuais.
Salas do Bloco H
6/10/2017
18h30-22h40
Mesas-redondas com professores convidados.
Anfiteatro Salomão Baruki
7/10/2017
8h30-12h40
Apresentação e debate de projetos programados.
Salas da Unidade 2 do CPAN


Para mais informações, contactar:

Prof. Rauer Ribeiro Rodrigues – rauer.rauer@gmail.com.

Doutor em Estudos Literários pela UNESP de Araraquara, com pós-doutorado em Literatura Comparada na UERJ; Professor de Literatura Brasileira na UFMS, no Câmpus do Pantanal, em Corumbá, no PROFLETRAS do CPTL/UFMS  e no PPG-Letras Mestrado e Doutorado da UFMS de Três Lagoas; líder do GPLV - Grupo de Pesquisa Literatura e Vida; tem sete livros de ficção publicados.

                       GPLV:        < dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5157682035403302 >

---

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Mayara Amaral (1989 - 2017)

"Quem é Mayara Amaral?

Minha irmã caçula, mulher, violonista com mestrado pela UFG e um dissertação incrível sobre mulheres compositoras para violão. Desde ontem Mayara Amaral também é vítima de um crime que parece cada vez mais banal na nossa sociedade: o FEMINICIDIO. Crime de ódio contra as mulheres, contra um gênero considerado frágil e, para alguns, inferior e digno de ter sua vida tirada apenas por ser jovem, talentosa, bonita... por ser mulher.

Em nenhuma matéria na imprensa vi essa palavra – feminicídio – talvez porque seja difícil para uma sociedade ter a consciência de que mais uma vez falhou e uma mulher, uma jovem professora de música de 27 anos, foi outra vítima da barbárie de homens que não podem nem serem considerados humanos. Foram três, três homens contra uma jovem mulher.

Um deles, Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, por quem ela estava cegamente apaixonada, atraiu-a para um motel, levando consigo um martelo na mochila. Lá, ele encontrou um de seus comparsas.
Em uma das matérias que noticiaram, o crime os suspeitos dizem que mantiveram relações sexuais com minha irmã com o consentimento dela. Para que o martelo então, se era consentido?

Estranhamente, nenhuma das matérias aparece a palavra ESTUPRO, apesar de todas as evidências.
Às vezes tenho a sensação de que setores da imprensa estão tomando como verdade a palavra desses assassinos. O tratamento que dão ao caso me indigna profundamente.

Quando escrevem que Mayara era a "mulher achada carbonizada" que foi ensaiar com a banda, ela está em uma foto como uma menina. Quando a suspeita envolvia "namorado" hiper-sexualizam a imagem dela. Quando a notícia fala que a cena do crime é um motel, minha irmã aparece vulnerável, molhada na praia.

Quando falam da inspiração de Mayara, associam-na com a história do pai e avô e a foto muda: é ela com o violão, porém com sua face cortada. Esse tipo de tratamento não representa quem minha irmã foi. Isso é desumanização. Por favor, tenham cuidado, colegas jornalistas.
Para nossa tristeza, grande parte das notícias dão bastante voz aos assassinos e fazem coro à falsa ideia de que os acusados só queriam roubar um carro. Um carro que foi vendido por mil reais. Mil reais. Um Gol quadrado, ano 1992. Se eles quisessem só roubá-la, não precisariam atraí-la para um motel.

Um dos assassinos, Luís, de família rica, vai tentar se livrar de uma condenação alegando privação momentânea dos sentidos por conta de uso de drogas. Não bastando matar a minha irmã, da forma que fizeram, agora querem destruir sua reputação. Eis a versão do monstro: minha irmã consentiu em ser violada por eles, elas decidiram roubá-la, ela reagiu fisicamente e eles, sob o efeito de drogas, golpearam-na com o martelo – e ela morreu por acidente. Pela memória da minha irmã, e pela de outras mulheres que passaram por esta mesma violência, não propaguem essa mentira! Confio que o Ministério Público não aceitará esta narrativa covarde, e peço a solidariedade e vigilância de todos para que a justiça seja feita.

Na delegacia disseram à minha mãe que uma outra jovem já havia registrado uma denúncia contra Luís por tentativa de abuso sexual... Investiguem! Se essa informação proceder, este é mais um crime pelo qual ele deve responder. E uma prova de como a justiça tem tratado as queixas feitas por nós, mulheres. Se naquela ocasião ele tivesse sido punido exemplarmente, talvez minha irmã não tivesse sofrido este destino.

Foi tudo premeditado: ela foi estuprada por dois desumanos. E em seguida, ela sofreu um homicídio qualificado: por motivos torpes, sem chance de defesa, por meio cruel, em emboscada, contra uma mulher que tinha uma relação afetiva com um dos assassinos. E só então levaram seus poucos pertences. Parem de tentar qualificar o caso como um roubo seguido de morte (latrocínio), como se fosse o roubo a motivação maior dessa barbárie!

O terceiro comparsa – não menos monstruoso – ajudou a levar o corpo da minha irmã para um lugar ermo, e lá atearam fogo nela, como se a brutalidade das marteladas no crânio já não fosse crueldade demais. Minha irmã foi encontrada com o corpo ainda em chamas, apenas de calcinha e uma de suas mãos foi a única parte de seu corpo que sobrou para que meu pai fizesse o reconhecimento no IML. “Parece que ela fazia uma nota com os dedos”, disse meu pai pelo telefone.
A confirmação veio logo depois, com o resultado do exame de DNA. Era ela mesmo e eu gritei um choro sufocado.

Eu vou dedicar o meu luto à memória da minha irmã, e a não permitir que ela seja vilipendiada pela versão imunda de seus algozes. Como tantas outras vítimas de violência, a Mayara merece JUSTIÇA – não que isso vá diminuir nossa dor, mas porque só isso pode ajudar a curar uma sociedade doente, e a proteger outras mulheres do mesmo destino."



Fonte: Pauliane Amaral/Facebook.